As melhores sementes
É consenso de que uma sociedade só melhora quando investe na formação da sua população. Ou, como já dissemos aqui: não importa muito qual seja a pergunta, a resposta é e sempre será "investir em educação".
Mesmo assim, há um enorme descompasso entre a compreensão dessa necessidade e sua aplicação na prática. Isso porque a sentença "investir em educação" é ampla demais.
Desde que a Constituição de 1988 obrigou os municípios a destinarem 25% de suas receitas para a educação, os gestores públicos têm se desdobrado para ampliar as definições do que seja "educação".
A tradução mais corrente do termo para esses administradores têm sido a construção de novas salas de aula. Ou através de reformas e ampliações das unidades existentes, ou construção de novas.
Em Maringá, chegamos a um curioso fenômeno: há salas de aula ociosas na rede pública (que congrega aquelas de responsabilidade do município e do Estado).
Enfim, a predileção dos gestores é investir naquilo que é material, que pode ser visto, tocado e - principalmente - fotografado e filmado, para aparecer nas propagandas de prestação de contas.
Só vamos conseguir atrair para o magistério as melhores cabeças - e mantê-las em atividade - se nos dispusermos a remunerar adequadamente esses profissionais. Qualquer coisa fora disso é conversa de candidato.

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