O legado do Plano Real
Esta semana o País comemorou os 15 anos do Plano Real. Não para menos. Num País refém da inflação, o trabalhador sofria a corrosão diária dos seus salários – quem pagava a inflação era o trabalhador, pois a classe empresarial repassava os aumentos nos seus preços – para sustentar o governo.
Sim, a inflação não era um problema de economia, mas de administração.
Por isso mesmo o grande legado do Plano Real não aconteceu naquele primeiro de julho de 1994.
Veio em 1998, com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. A trégua que a carestia deu naqueles quatro anos – segurada muito mais na atitude das autoridades econômicas do que pelo movimento da economia – permitiu a implantação de regras e limites para governos irresponsáveis, os verdadeiros formadores da inflação.
A proteção
A inflação descontrolada, como a que o Brasil viveu entre as décadas de 70 e 80, são uma forma inversa de arrecadação. O governo gasta mais do que arrecada e emite moeda sem lastro para pagar a conta. E o valor da moeda cai.
Em outras palavras, é o imposto injusto, porque recai sobre o trabalhador. Que paga por dentro, e por fora do salário.
A Lei de Responsabilidade Fiscal veio para pôr fim a este cenário. Mas até hoje encontra resistência para ser efetivamente cumprida.
Prefeitos, governadores e gestores públicos estão sempre tentando altera-la. Claro, para continuar gastando sem controle e deixando a conta para a população.
A LRF é o escudo da população contra esta camarilha. Pena que as pessoas não tenham isto ainda muito claro.
Deve ser a cadeira
O que acontece com o cargo de Presidente do Senado brasileiro? Desde 2001, dois senadores (Jader Barbalho, Renan Calheiros) já renunciaram ao cargo, e um ex-presidente renunciou logo após o término de seu mandato no cargo (Antônio Carlos Magalhães) e agora José Sarney balança para ser o próximo da fila.
Não, não deve ser pelo estilo semelhante de se fazer política entre os citados. O problema deve ser do mobiliário da Casa. Alguém precisa, urgentemente, trocar aquela cadeira por outra, menos indócil. Redecoração Já!
A Bretanha dos trópicos
“Quando se conta o início do empreendimento de colonização do norte do Paraná, normalmente se fala dos ‘ingleses’.
Este termo simplifica a questão ao dar o mesmo tratamento a todo estrangeiro que fala a língua de Shakespeare. Na verdade, o empreendimento fundiário do norte do Paraná foi iniciado por Simon Joseph Fraser Lovat, um britânico, mais especificamente um escocês, daqueles que vestem kilt, cujo clã possuía um tartan específico e um castelo nas terras altas da Escócia.
Ele era o 14º Barão de Lovat e o 22º chefe do clã Fraser, cujos antepassados remontam ao século XI”.
Do livro ‘As cidades plantadas: os britânicos e a construção da paisagem do norte do Paraná’, do professor e arquiteto Renato Leão Rego, cujo lançamento pela Editora Humanidades de Londrina, acontece nos próximos dias.









