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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/161861 - Acessado em: 04/07/2009 às 11:49:54


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Sábado, 04 de Julho 2009
D+  |  Acordes  | Atualizado Quarta-feira, 17/10/2007 às 19h38
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Cordas para a música erudita brasileira

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Fábio Massalli
massalli@odiariomaringa.com.br

 

Do violão do curitibano Mário da Silva não saírão composições de Mozart, Beethoven ou Bach. O repertório do instrumentista reúne apenas músicas eruditas brasileiras contemporâneas, misturando nomes conhecidos como Heitor Villa-Lobos e José Eduardo Gramani com jovens compositores como André Abujamra, Arthur Kampela e o próprio Silva.

Mário é a atração da noite desta quinta-feira do projeto Convite à Música. O músico se apresenta às 21 horas, no Auditório Luzamor.

A maioria das composições que serão interpretadas por Silva em Maringá serão apresentadas pela primeira vez no projeto Convite à Música. O concerto começa com "Peça para Violão 2", de Norton Dudeque, uma música escrita em 1996 e que tem como uma de suas características uma imprevisibilidade melódica e rítmica.

Em seguida, Silva mostrará uma composição de Octávio Camargo com forte ligação com a MPB. "Ágguas de Março" é uma versão do clássico popular de Tom Jobim, mas com a presença de diversos "corpos estranhos" na adaptação de Camargo, a começar pela letra "g" duplicada no nome da música.

"Prelúdio" e "Pinho"

Nome mais conhecido da noite, Villa-Lobos terá seu "Prelúdio 2", uma composição inspirada na obra de Pixinguinha, interpretado por Silva. "Pinho", de José Eduardo Gramani, é uma homenagem ao próprio instrumento, numa referência a este apelido que o violão possui em diversas regiões brasileiras.

Usar o violão como instrumento de percussão, com a utilização dos dedos e unhas no tampo, lateral e fundo da caixa do intrumento, é recurso demonstrado na obra "Percussion Study 1", de Arthur Kampela.

Silva ainda apresenta "DNA da dança", de sua autoria, e "Jardim do Céu de Gaudí", de André Abujamra, inspirada na Catedral Inacabada do arquiteto catalão Antonio Gaudí.

Professor

Silva é professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) desde 1991 e foi coordenador do I Simpósio Acadêmico de Violão da Embap em 2007.

Com um repertório de música contemporânea brasileira para violão, o violonista já se apresentou em Curitiba, São Paulo, Argentina, Portugal, Inglaterra, Suíça, Itália, Alemanha e Estados Unidos.

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