O palhaço premiado
Espetáculo “Tam Tam e Tem Tem Numa Noite de Lua Cheia”, do grupo maringaense Circo Teatro Sem Lona, recebe dois prêmios no Festival Nacional de Campo Mourão
O palhaço que se lamentava, para um vagalume, ter perdido seu circo numa noite de lua cheia, agora tem motivo para sorrir.
O espetáculo “Tam Tam e Tem Tem Numa Noite de Lua Cheia”, com os maringaenses do Circo Teatro Sem Lona, recebeu dois prêmios especiais no Festival de Teatro de Campo Mourão (Fetacam).
A peça, escrita e dirigida por Eduardo Montagnari, recebeu o Prêmio Especial do Júri pelo Conjunto da Obra, e o ator Pedro Ochôa ganhou o Prêmio Especial do Júri de Melhor Ator no Festival Nacional, que terminou sábado em Campo Mourão.
Antes do Fetacam, “Tam Tam e Tem Tem” foi apresentada no Festival Nacional de Cascavel e selecionada para os de Ponta Grossa e Guarapuava. Segundo Ochôa, o espetáculo também será inscrito nos festivais de Curitiba, Blumenau e Florianópolis.
“Tam Tam e Tem Tem” foi montada pela primeira vez em 1992, com texto e música de Eduardo Montagnari. Este ano, o Circo Teatro Sem Lona realizou uma nova montagem após o projeto do espetáculo ter sido contemplado com o prêmio Míriam Muniz da Fundação Nacional da Arte (Funarte).
O espetáculo mostra o encontro entre o palhaço Tam Tam (Pedro Ochôa), o vaga-lume Tem Tem (Valquiria Vasconcelos), numa noite de Lua Cheia (Valéria Bonifácio).
Juntos, eles repetem brincadeiras que lembram os circos de lona e o tempo em que as luzes urbanas ainda não haviam vencido o brilho dos vagalumes.
“É um espetáculo que resgata as coisas saudáveis para a criança, brincadeiras que não competem com a tecnologia. Resgatamos o papel do palhaço como figura poética e usamos a simplicidade de uma forma muito criativa, e isso foi elogiado pelo júri”, disse Ochôa.
Festival
O Fetacam é, atualmente, um dos mais importantes festivais de teatro do Paraná.
Na edição de 2007, o evento reuniu grupos do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina e premiou o melhor espetáculo para adultos com R$ 2 mil e troféus em diversas categorias, além de R$ 1 mil para a melhor peça infantil.
O espetáculo carioca “Catástrofe da Borboleta”, com o Grupo Teatro Demolição, venceu cinco categorias: melhor Espetáculo, Texto Original, Atriz e Atriz Coadjuvante e Figurino.
A maringaense Joyce Rezende, da Cia. Palco, recebeu uma indicação na categoria melhor Atriz Coadjuvante pelo espetáculo “Sutilezas: Alice e Teresas”.
Na Categoria Infantil, o melhor Espetáculo foi “Babaiaga, com o Grupo Dionisos de Teatro, de Joinville (SC), mas o júri concedeu outros cinco prêmios especiais, dois deles para o Circo Teatro Sem Lona.
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