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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/162955 - Acessado em: 04/07/2009 às 13:06:24


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Sábado, 04 de Julho 2009
D+  |  Teatro  | Atualizado Quarta-feira, 31/10/2007 às 19h20
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'J', o absurdo na Temporada Universitária

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Fábio Massalli
massalli@odiariomaringa.com.br

 

Estréia de espetáculo, de peça, de atores e de grupo. Tudo novidade nesta quinta-feira, na Temporada Universitária, quando o Grupo de Teatro Então faz seu “debut” com o espetáculo de teatro do absurdo “J”.

A peça estará em cartaz nesta quinta e sexta-feira, na Oficina de Teatro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), sempre às 21 horas. Os ingressos custam R$ 5 e R$ 2.

O Então surgiu há um ano e meio, quando dois amigos, Eduardo Cestari e Flávio Pedro, procuravam um lugar onde pudessem estudar para ser atores.

Eles procuraram o ator, diretor e dramaturgo Márcio Alex Pereira, da Cia. Palco, que já montou espetáculos como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Sutilezas - Alice e Teresas”.

O grupo cresceu, hoje são oito pessoas, cada uma procurando o teatro por motivos diferentes, mas essencialmente pelo amor à arte. Não fizeram uma oficina, como inicialmente queriam, mas decidiram montar uma peça.

O texto escolhido foi “J”, escrito por Pereira, que também assina a direção da peça, representante do gênero teatro do absurdo, inaugurado na França pelo dramaturgo Alfred Jarry, com seu “Ubu Rei “ (1896).

“J” era um projeto antigo da Cia. Palco, mas teve que ser adiado diversas vezes por problemas de saúde com integrantes da companhia de Pereira.

“Nesse espetáculo, eu quis fragmentar as influências do teatro do absurdo. Tem um pouco do Teatro Dell’Arte, de Teatro de Bonecos, do distanciamento de Brecht, do cinema mudo, da desconstrução da linguação lógica”, explica.

O próprio andamento do espetáculo foge do convencional. A peça tem uma narrativa circular e começa com o final, com a última cena. “Gostamos de polemizar questões como comportamento humano, religião e política”, diz Pereira.

“As pessoas vão até sentir um estranhamento, mas vão entender a peça” , garante o autor de “J”.

O enredo da peça não pode ser revelado, mas pode ser resumido em uma carta que quatro pessoas chamadas “J” recebem e se assustam ao ler. O público vê as reações dos atores, mas só saberão o que está escrito nessa carta no final (ou em algum momento) do espetáculo.

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