O Diário do Norte do Paraná
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/163511 - Acessado em: 04/07/2009 às 13:31:30


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Sábado, 04 de Julho 2009
D+  |  Show  | Atualizado Quinta-feira, 08/11/2007 às 20h16
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Belmonte e Amaraí estão aqui

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Thiago Alonso
alonso@odiariomaringa.com.br

 

Se atualmente o sertanejo chamado moderno tem as características que tem, diferentes das da música de raiz, um dos responsáveis por isso foi a dupla Belmonte e Amaraí, que se apresenta nesta sexta-feira em Maringá.

O show que acontece a partir das 22h, na  Estância Gaúcha, vai relembrar os grandes sucessos da dupla que inovou na década de 60, ao acrescentar instrumentos como a harpa na música caipira.

A dupla Belmonte e Amaraí foi formada em 1965, em São Paulo. Em 1972, Belmonte sofreu um grave acidente que lhe tirou a vida.

Amaraí seguiu anos formando dupla com outros cantores até que, há seis anos, seu filho Francis Jr. assumiu definitivamente o lugar  do antigo companheiro. É com esta formação que tocam na cidade, ao lado da cantora maringaense Márcia Mara.

Em 1967, gravaram o grande sucesso da carreira da dupla. O disco, contendo a música "Saudade da minha terra" vendeu mais de 1,6 milhões de cópias, tendo ganhado mais de 600 regravações diferentes.

"Fico feliz por considerarem esta música como um clássico da música sertaneja", diz Amaraí, revelando que o público da dupla é variado, formado por antigos fãs misturados a jovens que conheceram as músicas por meio da internet ou dos pais e avós.

Belmonte e Amaraí foram os primeiros a introduzir na música caipira sons diferentes dos produzidos pela viola. Com isso, criaram o que chamam de música sertaneja romântica, que deu origem depois ao sertanejo moderno, que também absorveu influências do country norte-americano.

"Fico feliz por esse sertanejo de hoje ter vindo da gente, mas não me sinto responsável, pois é um pouco diferente. Não é música de raiz", diz Amaraí. Belmonte emenda: "Hoje modernizou demais. Virou um pop-nejo".

Um pop-nejo bem diferente de versos como "De que me adianta viver na cidade/ Se a felicidade não me acompanhar".

O sucesso dos versos fez com que Amaraí rodasse o Brasil inteiro fazendo shows. "Eu me considero a história ambulante. Conheço o Brasil de cor e salteado", diz ele. Nesta sexta, é a vez de Maringá ser (re)descoberta e (re)descobrir.

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