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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/165804 - Acessado em: 04/07/2009 às 22:40:22


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Sábado, 04 de Julho 2009
Geral  |  GOLPE BILIONÁRIO  | Atualizado Quarta-feira, 19/12/2007 às 02h00
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Deputado é acusado de fraude

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Eduardo Kattah - Agência Estado
redacao@odiariomaringa.com.br

 

O procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, ofereceu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o deputado federal Juvenil Alves Filho (PRTB), apontado como o mentor e executor de esquema que teria causado prejuízo bilionário aos cofres públicos. Em Belo Horizonte, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou outras 26 pessoas - advogados, contadores, auditores contábeis, assessores financeiros, empresários, comerciantes, "laranjas", entre outros -, acusadas de integrar a quadrilha. De acordo com a Procuradoria da República em Minas, os denunciados faziam parte ou trabalhavam para os escritórios do deputado.


Advogado tributarista, Juvenil foi eleito em 2006 deputado federal pelo PT com mais de 110 mil votos - a maior votação alcançada por um candidato do partido à Câmara em Minas. Em fevereiro deste ano, ameaçado de expulsão, ele pediu desfiliação e ingressou no PRTB. Com a diplomação de Juvenil, os autos subiram para o STF. Posteriormente, o relator na Corte, ministro Eros Grau, determinou o desmembramento do processo em relação aos investigados sem foro privilegiado.


As denúncias decorrem da Operação Castelhana, realizada em novembro do ano passado pela Polícia Federal, MPF, e Secretaria da Receita Federal com o objetivo de investigar um esquema de "blindagem patrimonial" capitaneado pelos escritórios de Juvenil - com matriz em Belo Horizonte e filiais em São Paulo Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis e Londres. O então deputado eleito chegou a ser preso preventivamente.


Pela estimativa da Receita Federal, a organização criminosa é responsável por um dano aos cofres públicos de mais de R$ 1 bilhão. O MPF, contudo, considera o cálculo "bastante modesto". Os oito casos de "blindagem" apresentados na acusação formal apresentada à 4ª Vara Federal em Belo Horizonte somam R$ 761,8 milhões, relativos à sonegação fiscal, previdenciária e estelionato fiscal. Com base nas investigações, acredita-se que tenham sido beneficiados pelo esquema cerca de 200 pessoas físicas e jurídicas.


A blindagem patrimonial consistia na "ocultação progressiva do vínculo entre as empresas-clientes e seus verdadeiros donos", com a inclusão em seus quadros de "laranjas" e de empresas off-shores no Uruguai, Espanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos, para evitar que a execução de dívidas tributárias das empresas pudesse atingir o patrimônio de seus proprietários.

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