O Diário do Norte do Paraná
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/166055 - Acessado em: 04/07/2009 às 18:49:10


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Sábado, 04 de Julho 2009
D+  |  Show  | Atualizado Quinta-feira, 20/12/2007 às 18h39
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Fiéis com a música

Nesta sexta-feira, “Alta Fidelidade” chega à sua quinta edição trazendo para Maringá a elogiada banda curitibana Terminal Guadalupe; em 2008 festa terá edições mensais

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Thiago Alonso
alonso@odiariomaringa.com.br

 

A história pode ser contada em duas partes. A primeira diz respeito aos alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

De certa forma, há uma espera da sociedade de que de dentro de um campus universitário ocorra uma produção cultural efervescente, sempre movimentada pelos universitários. Não acontece tanto assim.

Esta é a visão de Rafael Souza, professor e vice-presidente da Associação dos Docentes da UEM (ADUEM).

Por causa da criação parca, ele organiza, nesta sexta-feira, o evento “Alta Fidelidade”, que, em 2007, ocorre pelo quinto ano consecutivo e mistura música, artes plásticas e fotografia.

Os shows das bandas Leminskes, de Maringá, e Terminal Guadalupe, de Curitiba, ocorrem no teatro Oficina da UEM à partir das 20 horas. A entrada custa R$ 5.

A segunda parte da história vem agora. A festa “Alta Fidelidade” começou em 2003 com um grito de independência às casas de shows que só queriam música comercial entre as atrações e descartavam artistas com músicas próprias.

Foi então que Souza, que na época tocava com a banda A Inimitável Fábrica de Jipes, resolveu criar este espaço. A primeira edição aconteceu no mesmo local deste ano; as outras, em bares da cidade.

Agora as duas idéias - a de ter um espaço para a nova música independente e a de fomentar a produção cultural da UEM - juntam-se em um mesmo objetivo para fazer algo maior.

Uma parceria entre ADUEM e a banda Leminskes - de Rafael Souza, por sinal - vai estender a “Alta Fidelidade” durante todo o ano de 2008, sempre realizando um evento na última sexta-feira de cada mês.

“O objetivo é promover a interação com a comunidade e estimular a criação dentro da UEM. Em outras universidades, o caldeirão cultural é efervescente. Aqui não”, diz Souza. Por isso o “Alta Fidelidade” é um espaço tão democrático, como o próprio organizador define.

“Quem quiser ir lá e participar, expor os trabalhos, pode”, emenda Clériston Teixeira, membro do Leminskes e também responsável pela organização.

Para garantir a democracia artística, ao final de cada mês, um tipo de música ou de arte será a atração na Oficina de Teatro da UEM ou na sede da ADUEM, onde as festas vão acontecer.

A programação de 2008 começa em fevereiro, o foco será o blues. Em março, o jazz. Em abril, o espaço é para as bandas de rock de Maringá. Maio é vez do rock curitibano.

No meio do ano, em junho, a “Alta Fidelidade” privilegia a Literatura, a poesia e traz a cidade o dramaturgo londrinense radicado em São Paulo Mário Bortolotto. O polêmico autor encena sua peça “Kerouac”.

O segundo semestre começa quente. Em julho, é vez do rock clássico de Beatles e outras bandas dos anos 60 e 70. Agosto privilegia o samba de raiz e em setembro acorrerá uma mistura de Maracatu com piscodelia setentista.

Em outubro o evento abre espaço para bandas de Londrina. Em novembro é a vez da “Alta Fidelidade 2008”. A intenção é armar um circo no campus da UEM e promover a integração das artes e das pessoas.

“Quem quiser, é só chegar”, diz Souza. Quem se habilita a fazer algo mais?

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