Região Sul tem o menor déficit de residências
O Brasil registrou um déficit habitacional de 7,964 milhões de residências em 2006. Desde então medidas oficiais foram tomadas para incentivar a construção de moradias, principalmente a abertura de novas linhas de financiamento e crédito para compra de material de construção, além de linhas especiais para construtoras.
Os dados apresentados foram resultado de pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios( Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela FGV Projetos, sob encomenda da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Parâmetros
De acordo com a própria fundação, seriam necessários investimentos de R$ 115 bilhões por ano ao longo dos próximos quatro anos, para conseguir reduzir o déficit habitacional a números aceitáveis. Nesta perspectiva o investimento considerado ideal totalizaria R$ 461 bilhões.
O estudo aponta que o déficit relativo (número de residências existentes dividido pelo de unidades necessárias) atingiu 14,6%. O valor mostra um recuo de 0,3 % sobre 2005.
Em termos absolutos, os estados com os maiores déficits são São Paulo (1,517 milhão), Rio de Janeiro (752 mil) e Minas Gerais (632 mil). Em termos relativos, os maiores déficits estão no Maranhão (38,1%), Amazonas (33,7%) e Pará (33,5%). Os menores déficits relativos estão em Santa Catarina (8,8%), Paraná (8,9%) e Espírito Santo (9,8%).
Para atender os 12% mais pobres da população, estima-se investimentos de cerca de 1,6 milhão de novas casas entre 2007 e 2010. Além do déficit habitacional, a pesquisa considera a formação de novas famílias e a necessidade de atendê-las.
Para famílias de maior poder aquisitivo, os investimentos mais urgentes ficariam em torno dos 5,3 milhões para a construção de moradias entre 2007 e 2010.
A FGV diz ainda que R$ 417 bilhões (ou R$ 104,3 bilhões a cada ano) devem chegar às construtoras e investidores para financiamento imobiliário.
Os pesquisadores também mensuraram as favelas do País, que tecnicamente são chamadas de moradias subnormais. No Brasil, há 1,972 milhões de domicílios nestas condições. Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, concentram o maior número de moradias desse grupo.
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