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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/169094 - Acessado em: 04/07/2009 às 11:51:52


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Sábado, 04 de Julho 2009
Cidades  |  Legislativo  | Atualizado Quarta-feira, 06/02/2008 às 20h03
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Clima na Câmara de Maringá pode esquentar na primeira sessão do ano

Oposição quer que a prefeitura dê detalhes sobre a revitalização do Santa Felicidade; assuntos como a ciclovia da Mandacaru e a rodoviária velha também devem apimentar a sessão

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Luiz Fernando Cardoso
lfcardoso@odiariomaringa.com.br

 

A Câmara Municipal de Maringá inicia nesta quinta-feira, às 16 horas, o Ano Legislativo, com forte indício de que o ano eleitoral pode ser transformado em um campo de batalha.

Nos bastidores da política, a expectativa é por um clima tenso na sessão ordinária, que deve ser marcada pela troca de farpas entre os vereadores da base de apoio ao prefeito Silvio Barros (PP) e a minoria da oposição.

Os dois vereadores petistas, Humberto Henrique e Mário Verri, prometem entrar com um requerimento solicitando ao Executivo informações detalhadas sobre a revitalização do bairro Santa Felicidade, que deve receber verba federal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A oposição desconfia de irregularidades no projeto encaminhado ao Governo Federal. Outros assuntos que podem apimentar a sessão são a ciclovia da Avenida Mandacaru e a demolição da rodoviária velha.

“Vamos tentar entrar com um pedido de urgência para que o assunto possa entrar na pauta da primeira sessão ordinária. Com isso o requerimento do projeto pode ser votado, embora seja necessário pelo menos cinco assinaturas para ser aprovado”, comentou Henrique, que já contabiliza os dois votos do PT, mais o da vereadora Marly Martin (DEM).

Questionado sobre a possibilidade de os eleitores interpretarem o requerimento como uma mera jogada política, em ano de eleições, Henrique diz estar com a consciência tranqüila.

“Não vou deixar de cumprir com minhas obrigações por ser ano eleitoral. A oposição tem feito essa fiscalização desde o início do mandato”, argumentou.

Um dos líderes da situação na Câmara, Mário Hossokawa (PMDB) explica que pedidos como esse costumam ser aprovados, mesmo que partam da oposição.

“O vereador tem o direito de pedir detalhes ao prefeito quando tem alguma dúvida. Requerimentos como esse a Câmara não tem rejeitado”, declarou, dizendo acreditar na transparência do governo Silvio Barros.

“Quanto às licitações, a gente fica tranqüilo, até porque temos um controlador indicado pela sociedade que acompanha todas os processos. Não temos qualquer dúvida quanto à idoneidade do prefeito.”

Com um tom de voz tranqüilo, Hossokawa confirma que o clima pode realmente esquentar no plenário.

“A oposição faz o papel dela e, mesmo nos projetos mais importantes, procura entrar com emendas. Em ano de eleição os ânimos tendem a estar mais acirrados. Isso é normal na política”, justificou.

Poder Executivo

Gente do primeiro escalão da Administração Municipal deve prestigiar o retorno dos vereadores após o recesso. Por meio da Assessoria de Imprensa, a prefeitura adiantou que não está preocupada com o alarde da oposição.

“Os projetos para o Santa Felicidade e da ciclovia estão bem fundamentados, não há irregularidade alguma”, alegou o assessor Diniz Neto.

O chefe de gabinete, Ulisses Maia, informou que todas as informações necessárias serão encaminhadas ao Legislativo, assim que o requerimento for aprovado pela Casa de Leis.

“Veja o processo sobre a ciclovia da Mandacaru, por exemplo, já está na Câmara Municipal. O mesmo, a pedido do prefeito, foi encaminhado também ao Ministério Público”, esclareceu.

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