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O Pôr do Sol interpreta a siriá, dança do Norte: grupo é formado por estudantes, professores e aposentados do município de Quinta do Sol
O Grupo Parafolclórico Pôr do Sol, de Quinta do Sol (município a 77 quilômetros de Maringá) irá se apresentar todas as terças-feiras de fevereiro no projeto Convite à Música. Único representante paranaense no 43º Festival Folclórico de Olímpia (SP), o mais importante do gênero no País, o grupo mostrará o espetáculo "Brasil de Todas as Danças", onde interpreta danças folclóricas de diversas regiões do país.
Além do Festival Folclórico de Olímpia no ano passado, o Grupo Parafolclórico Pôr do Sol conquistou o 1º lugar na categoria "Danças Populares" no 16º Festival de Danças de Cascavel em 2005.
O grupo é formado por 34 componentes. Os 23 dançarinos são ou foram estudantes do Colégio Estadual São Judas Tadeu, em Quinta do Sol, onde o grupo começou em 2002. Os oito músicos, em sua maioria, são aposentados, o que, segundo o coordenador Lucinei Carneiro, aumenta a disponibilidade na hora das apresentações fora da cidade. Completam o grupo três coordenadores, todos professores do Colégio Estadual São Judas Tadeu.
"Não somos um grupo folclórico, mas parafolclórico. Considera-se folclórico aquele trabalho que é feito naquela comunidade que surgiu (a manifestação) e é passado de pai para filho. No nosso caso, é um trabalho de pesquisa de outras regiões", explica Carneiro.
Para Carneiro, as danças folclóricas surgiram como uma forma de comemoração. "Quase todas as danças que temos são alusivas a festejos, festa-se de uma boa colheita, um mutirão que deu certo. Eu entendo a dança folclórica como uma forma do povo manifestar sua alegria por ter conseguido êxito em alguma atividade", observa o corodenador do grupo.
Projeto
O Pôr do Sol surgiu em 2002 como um projeto multidisciplinar do Colégio São Judas Tadeu, criado para durar apenas um ano. Carneiro lembra que, como houve muitos gastos com trajes e ensaios, seria uma perda muito grande parar e resolveram continuar com o grupo. Outro motivo foi a grande empolgação dos participantes e o envolvimento da comunidade.
O próprio Carneiro é um exemplo disso. Professor de matemática, ele se apaixonou pelo folclore e divide seu tempo entre a sala de aula e o grupo. Também existe o caso de 30 dançarinos que continuaram com o grupo, mesmo depois de terem terminado o ensino médio.
O envolvimento com a comunidade local também é muito grande. Carneiro diz que existe uma cumplicidade da população da cidade com o grupo. "Quando a gente precisa fazer um evento, adquirir um figurino, fazer uma viagem e precisa fazer uma rifa, um bingo, percebe que as pessoas se predispõem a ajudar mais espontaneamente do que em outras ocasiões. Só em viagens mais longas, como para Olímpia, é que precisamos procurar apoio".
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