Varejo teve crescimento de 9,6% em 2007, melhor resultado desde 2001
As vendas do comércio varejistas no Brasil cresceram 9,6% em 2007 ante o ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa foi a maior variação já verificada na pesquisa, que é realizada pelo IBGE desde 2001. Na comparação entre dezembro de 2007 e novembro do mesmo ano, as vendas permaneceram estáveis.
No ano passado, as atividades de tecidos, vestuário e calçados e de livros, jornais, revistas e papelaria , (respectivamente com crescimentos de 10,7% e de 7,1% em relação a 2006), obtiveram seus melhores resultados em toda a série da pesquisa.
Em 2007, conforme a pesquisa, o volume de vendas do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 6,4% em relação a 2006 e respondeu por um terço da taxa global do varejo no ano. Este desempenho refletiu as melhoras da renda e do emprego e a expansão do crédito.
O segmento de móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto no resultado do comércio varejista ( 24% da taxa global), ao crescer 15,4% no volume de vendas em relação ao ano anterior. Condições favoráveis de crédito ao consumo, melhoria do rendimento real e do emprego e da queda nos preços, proporcionada pela concorrência dos importados, foram os principais fatores de sustentação do resultado positivo da atividade pelo quarto ano consecutivo.
A atividade de 'outros artigos de uso pessoal e doméstico', terceiro maior impacto na taxa do varejo (18% da sua magnitude), cresceu 22,2% no volume de vendas em relação a 2006. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, esta atividade também foi influenciada pela conjuntura macroeconômica favorável do País.
O segmento de tecidos, vestuário e calçados, quarta maior participação na taxa global do varejo, cresceu 10,7% em relação a 2006, melhor resultado do segmento em todo o período coberto pela pesquisa.
A quinta maior contribuição positiva para o resultado global no ano de 2007 coube ao segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que cresceu 8,9%, em relação ao ano anterior. A expansão da massa de salários, a popularização dos “genéricos” e diversificação na linha de produtos em gôndolas sustentaram o desempenho positivo do segmento pelo quarto ano consecutivo.
Sexta maior contribuição à taxa global, a atividade de combustíveis e lubrificantes , após dois anos, teve crescimento de 5,1% em seu volume de vendas, em relação ao ano anterior. Este desempenho deve-se basicamente à queda dos preços, aliado ao crescimento da economia que refletiu no aumento de vendas de veículos novos e, conseqüentemente, no aumento da frota.
Sétimo maior impacto positivo no resultado do varejo no ano, a atividade de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação obteve acréscimo no volume de vendas de 29,4% sobre o ano de 2006. Dentre os fatores que determinaram este desempenho, vale destacar a expressiva queda de preços dos produtos de informática, proporcionada não só pelas medidas fiscais do governo para reduzir a exclusão digital, bem como pela valorização da taxa de câmbio, que vem contribuindo para a redução do preço de matérias-primas e produtos importados do ramo.
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