Vereador Bravin considera-se vítima de 'perseguição política'
Vereador afirma que vai provar que a ação policial que resultou na prisão dos irmãos dele, no distrito de Floriano, foi fruto de armação e que isso não afetará a vida política dele
“O povo conhece meu trabalho, minha honestidade e o que tenho feito por minha comunidade, por isso acho que todo esse escândalo não vai me prejudicar politicamente. Ao contrário, acho que pode até aumentar o apoio do povo à minha pessoa, pois vai ficar claro que estou sendo vítima de perseguição”.
A explicação é do vereador Belino Bravin Filho (PP), que desde a última terça-feira é alvo de comentários pelo fato de cinco de seus irmãos terem sido arrolados em uma operação que a Polícia Civil realizou no distrito de Floriano, onde o vereador mora e tem a base política.
Bravin, que é filho do ex-vereador Belino Bravin, está no terceiro mandato consecutivo e nas últimas eleições foi o mais votado para a Câmara de Maringá, com 6.422 votos.
“É lógico que com tantos anos na política, ocupando cargos públicos, pode surgir quem queira nos prejudicar. Mas as pessoas que fizeram isso não são minhas inimigas. Não são meus eleitores, mas não são inimigos, jamais fizemos nada para que fossem inimigos”, justifica.
“Somos todos maiores e cada um vai responder por seus atos.”
Segundo Belino Bravin Filho, “foi um barulho muito grande em cima do meu nome (que não devia ser envolvido). Fico triste com o fato, pois eu só trouxe alegria para minha comunidade.”
A prisão do agricultor Maurício Nunes Bravin e do soldado do Corpo de Bombeiros, Policarpo Bravin, foi feita na última terça-feira pela Polícia Civil, durante uma operação no distrito de Floriano, onde a família Bravin mora há 59 anos.
Maurício era suspeito de furtos em propriedades rurais da região e o bombeiro também acabou preso porque foi dito que um chassi de motocicleta encontrado na casa de Maurício pertenceria a Policarpo.
Outros três irmãos do vereador também foram envolvidos na operação: o administrador distrital Wanderley Augustus Bravin foi detido por posse de arma de fogo, Rogério por ter sido citado por um homem que se encontra preso e Pedro Bravin acabou multado em R$ 10 mil por manter aves silvestres em cativeiro.
Os três foram liberados por falta de provas ou por pagamento de fianças. Porém, o escândalo levou Wanderley a pedir exoneração da subprefeitura de Floriano e ainda terá que explicar na Justiça a posse de uma garrucha.
“O Wanderley vai esclarecer tudo, não há nada contra ele. Até deixou o cargo de administrador de Floriano para poder se defender e as pessoas vão ver que ele não fez nada de errado”, argumenta.
Belino Bravin prometeu que nesta sexta-feira ele e Wanderley visitarão os órgãos de imprensa de Maringá para apresentar a versão deles para os fatos, que abalaram Floriano nesta semana, e provar que a família “nada fez de errado para passar por estes problemas.”
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