Para os cursinhos, teste fica mais justo
A tendência é que o novo formato de vestibular adotado pela Universidade Estadual de Maringa (UEM) seja bem recebido pelos cursinhos pré-vestibular da cidade. O parecer é dos colégios Platão e Nobel, que aprovam as mudanças.
Na opinião de professores de ambas as instituições, o ponto forte da mudança é o fim das questões discursivas, que inviabilizavam a correção da prova de todos os candidatos. A primeira impressão, de quem prepara os estudantes para o concorrido processo seletivo da UEM, é de que as mudanças tornam o vestibular mais justo.
"Tenho uma crítica ao sistema antigo, porque o aluno prestava o vestibular e não tinha sua prova corrigida. Isso é um erro. Acho que a UEM age corretamente ao fazer isso (eliminar as questões discursivas)", comenta o diretor do Colégio Platão, Jorge Moraes.
A opinião do professor de matemática Arnaldo Antônio Piloto, do Colégio Nobel, é semelhante. "Achamos importante a decisão da UEM. No modelo antigo, a prova de Conhecimentos Específicos só era corrigida se o candidato tivesse um bom score em Conhecimentos Gerais. Olhamos essa mudança como sendo mais justa para o estudante", diz.
"Se tivermos algum reflexo, vai ser positivo", acrescentou Piloto, que tem uma crítica ao novo formato. Na opinião dele, o teste de Língua Estrangeira deveria ter mais do que cinco questões.
Na impossibilidade disso acontecer, opina o professor do Nobel, o aluno que não acertasse nenhuma questão no respectivo teste não deveria ser eliminado. "É muito fácil zerar uma prova que só tem cinco questões", ele alega.
Moraes, do Platão, enaltece as novas regras adotadas para a Redação. Para ele, da forma como está sendo proposto, o vestibular vai favorecer os estudantes com melhor capacidade de se expressar através da escrita.
Apostilas
Na opinião de ambos os professores, as alterações aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEP) da UEM se parecem com o modelo adotado por outras respeitadas universidades. Por isso, as apostilas adotadas por ambos os cursinhos não precisarão ser substituídas.
"Já estamos trabalhando com boa parte das questões de somatória. A mudança no vestibular da UEM não é uma novidade para nós porque já preparamos nossos alunos para vestibulares como o da Universidade Federal do Paraná", explica Jorge Moraes. Os colégios Platão e Nobel dizem que já foram informados pela UEM sobre as alterações no vestibular.
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