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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/190893 - Acessado em: 04/07/2009 às 22:29:53


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Sábado, 04 de Julho 2009
Cidades  |  Saúde  | Atualizado Segunda-feira, 05/05/2008 às 20h36
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Maringá ganha unidade da Farmácia Popular do Brasil

'Cesta básica' de medicamentos sairá a preço de custo para consumidor, que ainda poderá comprar os remédios fracionados, na quantidade exata que o tratamento exige

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Juliana Daibert
daibert@odiariomaringa.com.br

 

Foi inaugurada na manhã desta segunda-feira, a primeira unidade da Farmácia Popular do Brasil, em Maringá. O início das atividades ocorre dois anos depois de a Câmara aprovar lei, de autoria do vereador Humberto Henrique (PT), que autorizou o município a firmar convênio com o Ministério da Saúde.

Instalada no prédio onde funcionava o Posto de Saúde da Vila Operária, na Avenida Monteiro Lobato, 1.120, próximo à garagem da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), a farmácia é um programa do Governo Federal, lançado em 2004, para ampliar o acesso a medicamentos considerados essenciais.

A segunda unidade está sendo construída na Rua Lauro Werneck, próxima da UEM. Para ambas, o ministério repassou R$ 50 mil para as obras de construção ou reforma.

Listados pelo Ministério e de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que leva em consideração as prioridades nacionais de saúde, segurança, eficácia terapêutica, qualidade e disponibilidade dos mesmos, a compra dos medicamentos é feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de licitações com laboratórios públicos e privados.

Dependendo do fornecedor, a medicação pode ser de referência (de marca), genérica ou similar. O valor pago pela Fiocruz é o mesmo que o consumidor pagará no balcão. Na maior parte dos remédios, o desconto pode ser maior que 90% em relação às farmácias comerciais.

Por exemplo, o captopril, 25 mg, usado por hipertensos, a unidade na Farmácia Popular sai a R$ 0,04. Já o de marca, na comercial, R$ 0,14.

Além do preço, o fracionamento da medicação é outra vantagem oferecida pelo programa.

“Ninguém vai comprar além do que efetivamente necessita”, garante Dirceu Barbano, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde, presente à inauguração, também prestigiada por autoridades locais, pelo prefeito Sílvio Barros e pelo secretário da Saúde, Antônio Carlos Nardi.

Atualmente, a lista comporta 95 tipos de medicamentos, todos da atenção básica e voltados, principalmente, ao tratamento de doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares e transtornos mentais.

Diferentes tipos de contraceptivos femininos e preservativos masculinos, recomendados para o planejamento familiar, também serão disponibilizados na Farmácia Popular. Qualquer pessoa pode comprar na farmácia, desde que apresente receita médica ou odontológica.

Para Nivaldo Ricci, presidente do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Farmácias, a presença da Farmácia Popular na cidade preocupa o comércio varejista.

“Para o consumidor, tudo é válido, mas discordamos da ingerência direta do governo na área comercial.”

Segundo ele, medicamentos de uso contínuo representam até 30% do movimento do mercado. “Com preço mais acessível, a Farmácia Popular pode tirar consumidores das farmácias comerciais”, avalia.

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