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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/191467 - Acessado em: 04/07/2009 às 16:58:54


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Sábado, 04 de Julho 2009
Economia  |  Combustíveis  | Atualizado Terça-feira, 13/05/2008 às 21h01
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Álcool gera polêmica e ameaça subir preços

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Clóvis Augusto Melo - Correspondente em Curitiba
redacao@odiariomaringa.com.br

 

A escassez de álcool no mercado - causada tanto pela entressafra da cana-de-açúcar quanto pelos estoques reduzidos mantidos pelas distribuidoras - pode ser o estopim de uma nova elevação do preço do álcool combustível.

Mas representantes do setor sucro-alcoleiro salientam que o problema não seria a falta do produto, e sim a especulação.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) informou, nesta terça-feira, que há falta tanto do álcool anidro (que é misturado à gasolina) quanto do hidratado (usado nos veículos) e o desabastecimento atingiria seis Estados - entre eles o Paraná.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Estado do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, disse, entretanto, que no Paraná se percebe uma escassez do produto, mas não a falta.

“Há alguns Estados com postos secos, mas aqui ainda não”, afirmou.

Fregonese lembra que a safra de cana-de-açúcar deve ser recorde neste ano e que uma alta no preço do álcool seria conseqüência de um movimento especulativo.

“Em todo início de safra, a tendência é o preço cair”, afirma Fregonese. “As distribuidoras se acostumaram e mantiveram estoques baixos, e qualquer atraso na entrega por parte das usinas acaba gerando desabastecimento”, analisa.

O vice-presidente da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), Ricardo Rezende, concorda com Fregonese. “Tem álcool”, garante Rezende. “As distribuidoras trabalham com estoque curto, basta dar qualquer ‘barrigada’ na entrega que acontece isso.”

Uma possível causa para uma ‘barrigada’ a que se referiu Rezende é o excesso de chuvas, que diminuiu o volume de cana colhida e moída nas usinas. Alguns estariam aproveitando desse momento para tentar forçar uma elevação nos preços.

O coordenador de cana-de-açúcar e do setor sucro-alcoleiro da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Disonei Zampieri, confirmou que apenas 3,6% da área plantada de cana-de-açúcar foi colhida até o mês passado.

“É normal esse descompasso entre oferta e demanda nesta época”, comentou o técnico. “A oferta começa a se organizar em maio e a grande concentração de colheita da cana acontece entre junho e agosto.”

Até a semana passada, o álcool havia subido R$ 0,03 para os varejistas. “E espero que fique nisso” disse Fregonese.

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