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http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/191542 - Acessado em: 04/07/2009 às 22:30:37


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Sábado, 04 de Julho 2009
Cidades  |  Terra Viva  | Atualizado Quarta-feira, 14/05/2008 às 19h52
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Visitantes aprendem lições de educação ambiental na Expoingá

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Carla Guedes
carla@odiariomaringa.com.br

 

Aprender a reciclar traz reflexos diretos no bolso. Uma das formas de reciclagem e economia vem do aquecedor solar ecológico, que está em exposição na trilha "Terra Viva", na 36ª Expoingá, em Maringá.

Na trilha, os visitantes podem acompanhar os efeitos da ação do homem sobre a natureza, a biodiversidade e o aproveitamento de resíduos. O "Terra Viva" está localizado no estande da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema).

O ambientalista João Mendonça veio de Londrina para apresentar aos visitantes da Expoingá o funcionamento do aquecedor solar ecológico, feito com garrafas PET. Ele explica que o equipamento funciona com sistema de 'termosifão'. Dentro da caixa d'água, a água aquecida, mais leve, fica por cima da água fria, que é mais pesada. "Para que esse movimento aconteça, a caixa d?água precisa ser instalada em nível acima das placas."

O custo de fabricação do aquecedor ecológico corresponde a 6,6% do valor do aquecedor solar convencional. "A garrafa PET é um material barato e fácil de achar." Para aquecer a água de uma casa, onde vive uma pessoa, são necessárias 60 garrafas PET e 60 embalagens de leite longa-vida limpas e com uma das faces tingidas na cor preta, canos de PVC e conexão T, em PVC. O manual de montagem e instalação pode ser encontrado no site da Sema.

A cada dez minutos, o aquecedor manda água quente para a caixa d'água. São necessárias três horas para a água ficar aquecida. Cada garrafa aquece um litro de água. Sendo assim, 60 litros são suficientes para uma pessoa tomar banho dentro de 11 minutos.

A essência do projeto, segundo o ambientalista, é economizar energia, beneficiar o meio ambiente e dar destino nobre ao material reciclável, em vez de vendê-lo muito barato ou jogá-lo em fundos de vale e lagos. Mendonça ainda ressalta que a economia na conta de luz chega a 30%. "Em casa, temos uma placa ecológica instalada e conseguimos economizar 35% de luz todo mês."

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Lindsley da Silva Rasca Rodrigues, diz que o projeto prepara crianças e adultos sobre os problemas do mundo atual. "Precisamos aprender a consumir de forma consciente. Hoje, não é só tratar o alimento com respeito, mas também fazer a reciclagem para aumentar a vida útil da matéria-prima."


Maquete Ambiental

Neste ano, os 6 mil metros quadrados da Fazendinha da Emater trazem uma novidade: a maquete ambiental. São 70 cenários de destruição ambiental nos quais o visitante tem a oportunidade de refletir sobre o uso dos recursos naturais. A temática da maquete tem o título "Planeta Terra -- a casa que eu te aluguei".

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater, José Antônio Rosa Filho, a trilha busca conscientizar as pessoas sobre o que cada uma está fazendo com a natureza e de que forma estão exercendo o 'contrato de aluguel' que têm com o planeta. "É uma lição. Depois de ser vista, tem que ser refletida em casa para a mudança dos hábitos cotidianos", diz Luiz Caetano Vicentini, coordenador da Fazendinha.

Na trilha da maquete, o visitante relembra a era dos dinossauros, a descoberta do fogo e a bomba atômica. Vê, também, o que pode causar a não separação do lixo, a corrupção, as mudanças climáticas e a devastação do meio ambiente.

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