Cresce vendas de implementos
Recorde da safra e aumento da exportação de álcool são algumas das causas nacionais que geram o aquecimento do setor
As fábricas de implementos rodoviários estão otimistas com o aquecimento de seu mercado graças ao crescimento dos números da safra de cana-de-açúcar e de grãos, além do aumento da exportação de álcool no Brasil. Isso, porque o cenário positivo tem permitido que as empresas do setor, mesmo sem fechar o ano, ultrapassem as expectativas de vendas.
O diretor comercial da Maveza, Giacomo Arno, afirma que Maringá, considerada a capital do bitrem graneleiro do Brasil, tem acompanhado a movimentação positiva do mercado nacional. Para se ter idéia, neste primeiro semestre, a empresa Maveza já teve aumento de 30% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. "Só de tanques para transporte de combustível temos pedidos já programados para entregar até abril de 2009", informa.
Arno comenta que a tendência é aumentar as vendas, não somente na linha de implementos graneleiros, mas também nas outras diversas linhas que complementam a segmentação to transporte rodoviário brasileiro, que até então estava mais retraído, como a linha de basculante, baú carga seca e tanques.
De acordo com ele, esses bons resultados, entre outros fatores, se devem graças aumento da necessidade de comida no mundo. "Nosso país tem muitas terras a serem exploradas pelo plantio e, mesmo assim, já despontamos como celeiro do mundo em produção de comida", acrescenta.
Com base no levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de que o Brasil produza 142,42 mihões de toneladas de grãos neste ano. Esse número é 8,1% superior ao da colheita passada e considerado recorde histórico.
Esse crescimento associado ao fato de a maior parte da safra ser transportada pelas estradas, gera o aumento de demanda para as empresas de implementos. "É uma corrente, se a lavoura vai bem, precisaremos de mais equipamentos para transportar", declara Arno.
Ele acrescenta que a renovação de frota, a abertura de crédito e os juros baixos também contribuíram para esse aquecimento. Diante disso, as empresas têm melhorado seus produtos e serviços por meio de investimento em pessoal e tecnologia criando, assim, novas adaptações que permitem maior capacidade de carga conforme normas estabelecidas na legislação brasileira de trânsito.
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