O Diário do Norte do Paraná
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/196902 - Acessado em: 12/03/2010 às 20:01:25

Motoristas  |  Taxistas  | Criado 25/07/2008 02h00
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Convivendo com o bem e o mal

A vida dos taxistas é carregar pessoas de bem e também de mal; a falta de segurança é um dos problemas da profissão

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Vanessa Bellei
bellei@odiariomaringa.com.br

 

Um taxista vem conquistando o coração dos brasileiros, principalmente daqueles que gostam de dormir um pouco mais tarde no domingo. O Oswaldir do programa "Faça sua história", da TV Globo, pode ser visto como uma homenagem aos taxistas. O personagem é bem-humorado, falador e adora contar uma história.

Em Maringá, estes profissionais estão por toda as partes, transportando os mais diversos tipos de clientes e para os mais diferentes destinos. "Nós carregamos pessoas de todo o País e também do mundo, gente boa e gente ruim", diz o taxista Rubenil Lopes da Silva.

Andando pelas ruas e pontos de táxi da cidade, percebe-se que a profissão de taxista foi escolhida por muitos aposentados como uma forma de complementar a renda da aposentadoria. Outros, por impossibilidade de exercer outra profissão. É o caso de Mizael Pessoa Cruz que teve problemas em uma das pernas e não pôde mais trabalhar em pé.

Já o taxista Geraldo Cokinno é um dos muitos que começaram na vida de taxista já na meia-idade. "Tinha uma mercearia mas depois, sozinho, resolvi trabalhar como taxista". Hoje, com 73 anos e 12 anos nas ruas de Maringá ele quer parar. "Acho que fico só mais este ano. Já estou pensando em descansar."

Os turnos geralmente são de 24 horas e outras 24 de descanso. Já os mais velhos, que não querem trabalhar na parte da noite, trabalham das 7 às 19 horas. É o caso de Geraldo Cokinno e também do ex-agricultor e hoje taxista Aparecido Jorge Figueiredo. "A noite corremos mais risco de sermos assaltados, eu mesmo já fui, por isso, decidi trabalhar só de dia", declara.


Insegurança

Dos vários taxistas que trabalham na rodoviária nova, todos são unânimes em afirmar que a falta de segurança no local é o principal problema. "Faz mais de três anos que não tem policial na rodoviária nova", diz o taxista Aparecido Jorge Figueiredo. Para escolher o passageiro "de bem" é preciso analisar e ter sorte.

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