O Diário do Norte do Paraná
http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/196909 - Acessado em: 19/03/2010 às 6:00:22

Motoristas  |  Companhia  | Criado 25/07/2008 02h00
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Férias dentro do caminhão

Em período sem aulas escolares, o caminhoneiro Adenilson ganha companhias na viagem que dura cerca de quatro dias

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Vanessa Bellei
bellei@odiariomaringa.com.br

 

Todas as férias escolares são assim, o caminhoneiro Adenilson Pereira da Silva ganha três ou, muitas vezes, quatro companhias durante as viagens que começam em Céu Azul, Paraná, com destino ao interior ou à capital de São Paulo.

Seus três filhos: Gisele, 14; Fabiano, 12 e Felipe, 5, deixam as brincadeiras de dentro e fora de casa para acompanhar o pai na jornada que, normalmente, dura quatro dias. "Eu gosto de conhecer o caminho olhando a estrada", conta Fabiano.

Nestas férias de julho, em uma das viagens de Silva, o grupo aumentou. O sobrinho Aralan, de 9 anos, também se uniu aos primos e ao tio.

Situações como dormir em um colchão atrás da cabine ou até mesmo sentados parece não ser problema para nenhum dos acompanhantes de Silva. "Eu não ligo de dormir no caminhão", diz Fabiano.

A filha mais velha, Gisele, até já pensou em seguir os caminhos do pais e ser caminhoneira. "Esses dias estava imaginando que seria uma profissão legal. Você vê coisas diferentes, conhece gente nova e lugares novos", argumenta ela.

Antes de se tornar caminhoneiro, Silva trabalhava como marceneiro. Há seis anos ele teve uma oportunidade para mudar de profissão e viu que poderia ser uma boa troca. "Foi uma chance que tive para melhorar meu salário, para cuidar melhor da minha família", ressalta ele.


Saudade

Segundo o caminhoneiro, o salário acaba compensando as idas e vindas e a distância da família. "Já escolhi esta rota (Céu Azul - São Paulo) para poder sempre passar os finais de semana com eles. Eu não consigo ficar muito tempo longe e o meu filho menor, quando demoro mais que o normal, fica até doente", conta Silva.

Ele faz uma viagem por semana com duração de quatro dias, quando não ocorre algum imprevisto.

O sono é destacado por Silva como o principal rival dos caminhoneiros, mas afirma que nunca tomou remédios para se manter acordado. Ele confessa que prefere dormir uma "horinha" para descansar um pouco e depois voltar a dirigir.

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