Vínculo auxilia na educação
O bom relacionamento entre pai e filho faz a criança crescer sabendo lidar com os desafios da vida sem ter desvios de conduta
Nos tempos modernos ser pai é um desafio, porque mesmo com todas as ocupações do dia-a-dia, o laço com o filho não pode ser deixado de lado. A presença e o vínculo afetivo formado entre eles é determinante na educação e na formação do caráter da criança.
Quando o casal não está mais junto, a distância é entre homem e mulher e não entre pai e mãe. "Mesmo depois da separação é importante que os dois tenham saúde mental para conversar e decidir juntos a linguagem que será utilizada na educação do filho. Quais regras e valores serão transmitidos por ambos", afirma a psicóloga, Ghyslene Rodrigues Valdivia.
Para o especialista em planejamento e controle de manutenção, Marcos Aurélio Gimenes Bera, pai da pequena Julia, de 5 anos, o acordo verbal com a mãe da menina foi a melhor solução. Desta maneira deu mais liberdade para definir os dias em que fica com sua filha e ainda dormir com ela toda semana.
"A Julia é muito educada e me respeita bastante. O que mais cobro dela é que seja organizada e ela já consegue perceber isso. Ela mesmo fala que gosto das coisas no lugar. Sempre que estamos juntos saímos para passear, nos divertir", diz Bera.
As diferenças na forma de comportamento que a criança percebe entre a casa do pai e da mãe é prejudicial e reflete no comportamento do filho. Assim, a criança acaba não sabendo distinguir o certo do errado e define uma terceira forma de agir, que sempre é conflituosa com os padrões da sociedade. Isso pode gerar desvios de conduta.
"Jamais um pai deve desrespeitar a mãe na frente da criança e vice-versa, porque não pode se esquecer que a pessoa a quem ele se refere é a mãe da criança. O repeito está ligado à conduta e à personalidade que a criança vai ter", alerta a psicóloga.
Algumas atitudes paternas afetam a educação e o comportamento do filho, o pai que pega o filho e entrega para outra pessoa cuidar, como a avó paterna e aquele que para, compensar a ausência, dá muitos presentes, ou o que fala que vai e acaba não indo, são alguns exemplos. O último é o mais destrutivo.
Dica
Segundo a psicóloga Ghyslene, mais do que falar o que está certo e errado, o exemplo é que educa e forma a conduta da criança. "Se um pai fumar, não pode falar que faz mal, porque o filho não levará a sério", diz.
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