Indústria discute custos da construção
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic), em São Paulo, reuniu representantes de entidades e indústrias da construção civil para discutir alternativas para os preços altos de insumos e matéria-prima do setor.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-Nor), Marcos Mauro, participou do encontro extraordinário do Conselho de Administração da CBIC.
Segundo o Sinduscon-Nor, a preocupação do setor se justistifica porque a demanda por novos projetos continua alta, assim como a execução de obras já iniciadas. A indústria da construção alerta que se não for possível contornar a falta de produtos e os preços altos, algumas obras podem ser inviabilizadas.
O problema é que o orçamento programado não vai ser mais suficiente para cobrir as despesas e o custo vai ser repassado aos clientes. O diretor da Comissão de Economia e Estatística do Sinduscon-Nor/PR, Cláudio Alcalde, destaca que a situação era previsível porque não foram tomadas medidas que dependiam do governo federal e que poderiam reduzir custos.
Uma delas seria manter o fornecimento de matéria-prima no mercado interno por meio de regras para a exportação, especialmente do aço. Na falta de regras mais pesadas, a indústria aproveitou a boa fase para a exportação a preços melhores. A falta de aço supervalorizou o produto e fez os preços dispararem.
Outra medida seria regulamentar o financiamento imobiliário com critérios mais rígidos, mesmo sob risco de se tornar impopular. Para Alcalde, o governo preferiu aproveitar o momento para se fortalecer politicamente e não se deu conta de que a inflação subindo vai empurrar o valor das prestações. A indústria vai repassar o custo ao consumidor e muitos mutuários vão perder o sonho da casa própria.
Variações
O campeão de aumentos foi o aço, com variação de 55,26%, entre janeiro do ano passado e agosto deste ano. Seguido pelo tijolo de seis furos, areia e brita.
Cub ainda e alta
O Sinduscon Noroeste-PR divulgou o novo Custo Básico da Construção (CUB), válido para agosto. O valor serve para Maringá e mais 109 municípios, incluindo Campo Mourão, Cianorte, Umuarama e Paranavaí.
O valor do CUB é de R$ 723,61 por metro quadrado, variação de 1,57% em relação a junho. O CUB é um valor de referência para contratos na construção civil calculado pelo sindicato da indústria da construção civil de cada região.
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