Ênio Verri, João Ivo Caleffi e Doutor Batista avaliam resultado das urnas
Ênio Verri esperava que Doutro Batista e João Ivo Caleffi fizessem 10% cada um, para ‘segurar’ Sílvio; João Ivo e Batista comentam que faltou dinheiro para a campanha
No dia seguinte à eleição que concedeu a Sílvio Barros (PP) o mandato de mais quatro anos à frente da Prefeitura Municipal de Maringá, O Diário repercutiu o resultado das urnas com os candidatos que terão de adiar, por ao menos quatro anos, o sonho de ser prefeito da cidade.
Eles avaliaram a disputa - considerada uma das mais pacíficas da história do município - e comentaram sobre a votação recebida.
Com 21% dos votos válidos, Ênio Verri (PT) diz que contava com uma votação mais expressiva da parte de concorrentes para que o segundo turno fosse viabilizado.
“A gente esperava que o João Ivo (PMDB) e o Doutor Batista (PMN) fizessem, pelo menos, 10% dos votos válidos cada um. Como eles têm um histórico político, esperávamos um crescimento deles na reta final, deixando o prefeito com no máximo com 47%”, alegou.
O resultado das urnas, na avaliação de Ênio, consolida o PT como o principal Partido de oposição em Maringá.
“Vamos cobrar a execução daquilo que ele (Sílvio Barros) prometeu executar para o próximo mandato”, adiantou o petista, que retoma as funções como deputado estadual.
“Nesta terça-feira, reassumo minha cadeira na Assembléia Legislativa.”
João Ivo diz que faltou igualdade de condições, por conta do poder econômico de duas candidaturas, em especial.
“O que está precisando hoje, no Brasil, é uma reforma política que contemple o financiamento público de campanha. Enquanto alguns candidatos têm muitos recursos, outros não têm quase nada”, enfatizou.
O peemedebista, que deixou a coordenação da Região Metropolitana de Maringá (RMM) para se candidatar, informou que espera convites de trabalho para seguir na vida pública.
“É claro que vou continuar na política, sou do PMDB e estou a disposição do governador Roberto Requião, que é meu amigo”, comentou o ex-prefeito.
Doutor Batista obteve 5% dos votos válidos, o pior desempenho dele nas três eleições para prefeito que disputou em Maringá - em 2000 marcou presença no segundo turno, ocasião da eleição de José Claudio.
Destacou que a falta de recursos, o fato de estar em um Partido pequeno e o pouco tempo no horário eleitoral gratuito o impediram de ir além.
“Pelos recursos que tivemos, foi um sucesso termos (referindo-se ao PMN) eleito dois vereadores.”
Doutor Batista também reassume nesta terça-feira a cadeira na Assembléia Legislativa, adiantando que Sílvio Barros pode contar com ele como deputado.
Terceiro colocado nas urnas, com 7% dos votos válidos, Wílson Quinteiro não retornou as ligações de O Diário. Ana Pagamunici (PSTU), Claudemir Romancini (PSOL) e Rogério Mello (PT do B) não foram localizados pela reportagem.
Mello aliás, não teve a votação divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve ocorrer após o julgamento da impugnação dele, em última instância. O TSE não tem data definida para apreciar o caso.
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Marcia da Silva
08/10/2008 às 19:36 - Desculpe-me ser contrária à posição dos ilustres políticos, pois acredito que o baixo desempenho dos mesmos nas eleições 2008, deve-se à competência do atual Prefeito, que tanto tem feito por Maringá. O povo tem enxergado e tem colocado o resultado nas urnas. O PT teve a oportunidade de mostrar o trabalho. No entanto, não fizeram jus aos votos que os maringaenses outrora lhes confiaram, inclusive a forma que trataram os servidores municipais, que pode não parecer, mas já provou em Maringá que são capazes de eleger um prefeito. Somos ótimos cabos eleitorais, merecemos ser tratados com respeito. Atenciosamente. Márcia
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