Com melhor aproveitamento de material, estruturas pré-moldadas são mais econômicas
Construção pré-moldada também possibilita melhor aproveitamento da mão-de-obra. Economia é significativa se comparada ao sistema convencional
O ano de 2009 foi excelente para o mercado da construção civil e para este ano as expectativas são ainda melhores. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, no ano passado o setor abriu 177.185 novas vagas no Brasil. Para 2010, a tendência é que o mercado se aqueça ainda mais, diante da previsão de liberações de verbas antes das eleições e do início das obras já visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Dentro deste segmento, está incluído o sistema de construções pré-moldados (que podem ser moldados no canteiro de obras) e pré-fabricado (na usina) – blocos de concreto ou de aço – que em alguns aspectos é mais vantajoso do que a construção convencional.
“As construções pré-fabricadas possibilitam um melhor aproveitamento de materiais e mão-de-obra. Também eliminam perdas em 90%, o que é uma solução, visto a preocupação com o meio ambiente e a falta de locais apropriados para depósito de restos de construção”, comenta o engenheiro civil Roberto Bueno, que trabalha há 25 anos neste setor da construção civil.
Para o engenheiro, outro fator importante a ser considerado em relação à construção pré-fabricada é a mão-de-obra. “Fazemos o uso racional da mão-de-obra e com equipamentos adequados produzimos muito mais. O resultado dessa equação é o custo/benefício. Gastamos os mesmos valores, ou até menos, e ganhamos em tempo de execução”, explica.
Ele revela que a utilização de construções pré-moldadas ainda não é grande, já que a maioria dos projetistas não faz uso deste sistema. “Existem obras públicas que utilizam projetos antigos para executar uma determinada obra que poderia ser executada no sistema pré-moldado, diminuindo os custos sensivelmente”, exemplifica Bueno.
Atualmente o sistema é mais utilizado em obras industriais e comerciais, que são projetos maiores e necessitam de redução de tempo de execução para serem ocupadas o quanto antes. Entretanto, o sistema é adequado a qualquer segmento da construção civil.
Segundo Bueno, o brasileiro de uma forma geral está acostumado a paredes lisas e tetos sem nervuras. “Na construção pré-fabricada, muitas vezes, pode aparecer um pilar no canto, uma viga no teto e uma laje nervurada. Para alguns, esta estética não é bonita, mas, por outro lado, é pratica, custa menos, necessita de pouca mão-de-obra, possui mais durabilidade e tem manutenção mais simples”, diz o engenheiro.
Ele acredita que o sistema veio para ficar, mas o setor ainda está “engatinhando”. A técnica é muito comum em países da Europa e no Brasil, a tendência é de crescimento, uma vez que a mão-de-obra para construção civil está cada vez mais escassa.
“O jovem de hoje prefere usar as mãos para trabalhar em frente a um computador do que jogar massa na parede, mas não percebe que muitos digitam e poucos jogam massa na parede”, observa Bueno.
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